sexta-feira, 4 de abril de 2014

Susana e as boas ações.

Sexta-feira: chuva, chuva e mais chuva. Pensando eu que ia estar um sol luminoso e, para não andar cheia de tralha como ontem, resolvi vestir-me assim, às 5h30: ténis, calças de ganga, camisola básica, casaquinho de malha e um lenço. E estava pronta.

Não estava era pronta para este tempo!! Tipo?! Já chega! Hoje, felizmente, tive a alma caridosa de uma colega que me emprestou o chapéu de chuva para vir para casa, visto que ela tinha o seu carro na estação do comboio. Tal como se repetiu há mais ou menos uma semana, hoje também fiz uma boa ação!

Há uma semana, estava nuns sinais à espera que passasse para verde, com  o chapéu de chuva aberto, e estava ao meu lado uma senhora idosa, a apanhar chuva. Perguntei-lhe se se queria pôr debaixo do chapéu enquanto esperava e eu passava com ela para o outro lado. Assim aconteceu. Ela agradeceu-me muito e disse que já não existia muita gente assim. É verdade, eu bem sei que não.

Hoje, estava a subir a rua para casa com o chapéu de chuva aberto, quando vi uma rapariga à minha frente a andar, quase toda molhada, sem chapéu e sem um casaco decente (como eu). Fui ter com ela e, apesar das dificuldades de comunicação (ela estava com phones nos ouvidos), lá me deu alguma atenção e ainda foi uns 10 minutos debaixo do chapéu que eu levava.

Não conhecia estas duas pessoas de lado nenhum. Mas não lhes consegui ficar indiferentes. É isto que falta um bocadinho no nosso mundo. Não ser indiferente a quem está mesmo à nossa frente. Quase sempre as olhamos... mas quase nunca as vemos.

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