Descobri a falta que me faz ter um tempinho que fosse, só para mim, mais ou menos há dois anos. Aliás, foi aí que descobri muito do que sei hoje. É verdade que não queria a mudança mas... a verdade é que foi ela que me proporcionou poder saber muito mais.
Acho que tenho a sorte de poder usufruir dos meus dois lados: sou uma pessoa de sorriso fácil, cheia de palavras para quem conheço bem e, por isso, gosto muito de estar rodeada pelos outros. Principalmente a quem me acrescenta. O meu outro lado é que também sou muito minha. Preciso muito do tempo para mim, da minha introversão, de olhar para dentro e refletir. E descobri que faço isso melhor quando caminho. Antes corria. E às vezes ainda o faço. Mas a corrida exala tudo aquilo que está acumulado cá dentro e permite que respiremos verdadeiramente fundo. Às vezes é preciso. Mas a maioria do tempo o que preciso mesmo é andar. Sem destino. Pensar. Sem pressão. Chorar. Sem ninguém a ver. Sorrir. Para o horizonte que é infinito.
Confesso que antes era um bocadinho renitente quanto a isto. Hoje, ainda bem que o faço. É impressionante como o corpo pode fazer tão bem à mente, e vice-versa. Está tudo cá dentro. Basta ver.


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