"A vida apresenta-se como quer em frente aos nossos olhos. Declaramo-nos impotentes com tanto inesperado, com tanta imprevisibilidade. Até nem conseguimos digerir bem, tantas curvas e tantos balanços. Levamos sempre o "nosso" tempo. Talvez até nem seja agora o momento de fazer esquemas justificativos, para se compreenderem grandes motivos e razões, porque a vida é mesmo isto. Tenho vindo a descobrir que a tranquilidade para a inquietude da vida resulta da atitude perante esse caminho. E a própria fé. E apesar de educada com base na religião católica, tenho percorrido o meu próprio caminho, no alcance do sentido das minhas buscas e respostas. E sei que não estou sozinha neste processo. Todos nós procuramos tranquilizar o espírito. Encontrar o conforto dos olhares e das palavras.
E sobretudo encontrarmo-nos no meio de tudo isto. Hoje reflito mais sobre as ânsias dos dias. Aquilo que me move e aquilo que renuncio. Esse é um propósito que todos nós devemos seguir. O de sermos sempre fiéis àquilo que amamos, aquilo em que nos vamos transformando. E se a vida nos atira contra barreiras, ou contra obstáculos, ou ainda contra aquilo que não pedimos... podemos não gostar, mas se encararmos de uma nova maneira, tudo será diferente. Porque é aí que reside a grande diferença entre os humanos. Entre aqueles que lutam e combatem até partirem com honra e memórias de guerreiros. E existem os outros. Que não passam de almas que nascem já perdidas. Rendidas a um destino escolhido por outros. Rendidos à sua própria limitação interior. E se a vida me testa a cada segundo, a cada instante, eu escolho pertencer à classe das vitórias e conquistas. Dos grandes transformadores, que movem areias e montanhas para fazer a diferença. Faça como eu. Viver esta vida como nasceu para a viver. Criando o seu destino a cada passo. Este texto é dedicado à maior flor do meu jardim."

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