sábado, 20 de dezembro de 2014

O meu dia tinha de fazer a diferença na minha vida.

Nasci no dia 10 de Dezembro, dia dos Direitos Humanos. Lembro-me disto muitas vezes, e da importância que isso tem para mim. Porque tem. Ontem, enquanto conversava com as minhas amigas sobre as razões de ter vindo para Enfermagem, esta foi a primeira que me ocorreu: porque nasci no dia dos Direitos Humanos, porque tenho que ajudar e porque só consigo ser feliz se também fizer os outros felizes. Tenho noção de que não posso mudar o mundo, mas posso mudar o meu mundo, e é isso que tenho feito desde há uns meses para cá. Desde que percebi que antes de amar alguém é preciso descobrir e amar-me mais a mim. Tenho trabalhado arduamente nisso!
A questão dos Direitos Humanos é um alerta para a nossa sociedade e para cada um de nós em particular, na diferença que pode e deve fazer e nas causas a que se deve associar. Por vezes, surge a ideia de que, para ajudar, é preciso mover mundos e fundos... e que eles nem sempre existem...

Ajudar é apostar num assunto que nos interesse de alma e coração e associarmo-nos a ele;
Ajudar é parar, olhar e escutar a mulher que está ao nosso lado a chorar (visivelmente ou não);
Ajudar é não mudar de canal de televisão quando surge uma notícia sobre a pobreza em África, porque, na verdade estão sempre a falar sobre isso. É sim, agradecer pelo que se tem e pensar, pensar mesmo, de cabeça e coração, em que medida é possível eu ajudar.
Ajudar é empoderarmo-nos do melhor que temos. Nós próprias. E recusarmo-nos a viver com menos.

Sempre fui muito defensora dos Direitos Humanos e uma feminista pura. Talvez, por isso, tenha um grupo de amigas tão bem definido e tão prolongado há tanto tempo. Não posso deixar de agradecer, elogiar e dar os parabéns mais sentidos de sempre ao nascimento do projeto Maria Capaz. É só aquilo que muitas de nós já andávamos a pedir, a precisar, a gritar ao mundo que é necessário. Porque se Uma maria incomoda muita gente... muitas incomodam muito mais.
http://mariacapaz.pt/

Tenho também que agradecer a partilha, sem dúvida, da Jéssica, com o seu blog, que é só a maior simplicidade, generosidade e carinho que eu já vi. Tem a capacidade de fazer com que nos identifiquemos, lutemos pelas nossas causas (daí a origem deste post) e não tenhamos medo de sermos nós próprias e de nos amarmos. Graças a ela, já me identifiquei e procurei ajuda para tanto de mim... Os meus mil obrigadas Jéssica!
http://jessyjames.pt/

Aos Aprendizes da Nono, que foram a luta mais real, vivida e cheia de alma que já conheci. Por me terem feito acreditar que não fazia mal acreditar nos meus sonhos e no meu mundo cor-de-rosa. Que me fazem agradecer por o ter. À Mãe Vanessa... para a qual já não me chegam as palavras. Fosse eu 1/10 do que ela é e sentiria-me tão completa... Mil obrigadas!
https://www.facebook.com/pages/Os-Aprendizes-da-Nono/465581613536074?fref=ts

À Beatriz, com o seu blog, que me amparou, partilhou e me deu força para ir à luta, para identificar o que precisava e para procurá-lo; que se fez presente e o está sempre, mesmo quando não é fisicamente. Que, no meio de tudo aquilo que podia encontrar em mim, valorizou o que de mais importante tenho: o meu sorriso e o meu coração.
http://thingsilovefotoreportagem.blogspot.pt/ 

Às minhas amigas, Mariana, Alexandra, Sofia, Marta, Aninha e Ninó (ela que também tem o seu blog e partilha o que aquele coraçãozinho guarda: http://ninocas-esteves.blogspot.pt/); às mães das minhas amigas; à minha mãe, a mulher mais igual a mim, mais corajosa, mais mundo que tenho em mim; às mulheres da minha família; : elas despertaram em mim aquilo que eu já sabia: Só olhando para os outros podia ser realmente feliz e completa...

Sem dúvida que este meu dia, dos Direitos Humanos, fez a diferença na minha vida. Tal como estas mulheres que, este ano, entraram ou intensificaram-se na minha vida!
Obrigada!

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