Antes de me sentar junto à Mãe Vanessa, a primeira coisa que ela fez foi dar-me um abraço. Logo aqui, isto deve querer dizer alguma coisa, não? Sentei-me e disse o meu nome, depois de mo ter perguntado. E pronto. Emocionei-me. Chorei. Chorei bastante até. Não foram lágrimas de tristeza (até, porque como me disse, não existem razões para chorarmos) mas sim de alegria. Não consigo bem definir (por palavras) o que senti naquele momento. Mas vou tentar.
Naqueles olhos que em tão perto me encontravam, vi algo semelhante ao que eu sou. Foi por isso que me emocionei. Que chorei e sorri muito. Encontrei, numa pessoa que admiro, do fundo do coração, a pureza, a bondade, a simplicidade que me caracterizam e que não encontro em quase mais ninguém. Mas encontrei na Mãe Vanessa.
Emocionei-me naquele momento e agora, enquanto escrevo estas palavras. Quem me conhece, sabe bem que sou pessoa de sorriso e lágrima fácil!
Um dia, no seu Facebook, a Mãe Vanessa escreveu que, por vezes, não sabia como agradecer o facto de as pessoas lhe dizerem sempre Obrigada. Ela apenas é o que é. E eu fiz-lhe questão de dizer isso. É por isso que as pessoas lhe agradecem: porque ela é ela própria, simples, verdadeira, bondosa, especial... E não é isso que realmente interessa?
A Mãe Vanessa escreveu-me uma dedicatória linda, muito individual. Enquanto a escreveu, esteve sempre de mão dada comigo. Quando nos despedimos, trocámos abraços, beijinhos, sorrisos, emoção. Tanto e tanto disto!
Uma das frases escrita no livro é:
É isto que me alimenta: fazendo o bem em troca, obtemos o amor dos outros.
É isto que sinto. O lema da minha vida é sorrir. Acrescentado a isto. Fazer o bem pelos outros.
Hoje, neste dia particular e depois deste momento (daqueles poucos mas tão ricos minutos...), sou uma pessoa diferente. Na maneira de ser e de estar. De falar com os outros. De mim própria!
Em jeito de despedida, tal como costuma fazer:
Sentindo-me abençoada,
Cheia de amor e gratidão....
Susana.




