É um livro... maravilhoso. Cenário de Itália mas também de Inglaterra. Amigas improváveis. Famílias com os problemas normais que as famílias têm. Valeu muito a pena lê-lo! Já o acabei há umas semanas, mas parece que precisei de tempo para apreender tudo o li, tudo o que aprendi e me foi passado através dele.
As minhas frases preferidas:
O amor não é algo que se compreenda.
O amor não é algo que se sinta.
O amor não é algo para dar e receber.
O amor é apenas algo que começa e dura eternamente.
Sinto-me feliz solteira, a sério que sinto.
Consigo perceber que é bom visitar novos lugares, mergulhar e emergir do mundo de outras pessoas antes de regressar ao nosso.
É aí que vamos buscar a nossa força.
O futuro parecia-lhe muito distante. Até lá, o que é que havia para fazer a não ser divertir-se?
Ri-me para ela. O vazio dos dias não me incomodava nada. Gostava do facto de não haver grandes expectativas e quase nenhumas opções. E adorava a aldeia na encosta, todo o casario feito invariavelmente de pedra cinzenta rosada e a paisagem pontilhada por ciprestes e oliveiras. Gostava de almoçar um bocadillo no café e comprar comida fresca na pequena loja despretensiosa.
Porque é que isso tem de acabar só porque vou para a faculdade?
Simplesmente vai acabar. Tudo muda. Tem de mudar.
Podíamos prometer que vamos ter outras férias exatamente como estas, não podíamos? Daqui a três anos, estejamos onde estivermos e a fazer seja o que for.
A vida é demasiado curta... para montes de coisas.
Bem, nem sempre podes apressar as coisas. Às vezes o amor cresce lentamente.
Quando a tristeza toma conta de nós, a boa comida é muito importante.
Tens de trabalhar na direção daquilo que pretendes, ou não vais chegar a lado nenhum.
Gostava de reduzir a grandeza do mundo aos pequenos pormenores, encerrando-os numa moldura, e as minhas paredes de casa estavam sempre cobertas com as minhas fotografias mais recentes.
Tinha sentido a falta da sensação de registar um instante, de o poder guardar para sempre.
Sabemos sempre o que vamos beber, o que vamos ver e até aquilo sobre o que vamos conversar. Nunca muda.
A minha vida ficou marcada pelas viagens das Raparigas da Villa. Eram luzes brilhantes numa galáxia de rotina diária. Sem elas, os anos ter-se-iam misturado uns com os outros, grandes pedaços de tempo sempre iguais. Como é que eu teria assinalado a passagem do tempo?
As viagens das Raparigas da Villa - e as fotografias que tirei durante as mesmas, eram a minha forma de garantir que eu teria recordações.
Houve coisas que nunca mudaram - dias na praia, noites a olhar para as estrelas. Mas as amizades mudaram e novas alianças foram estabelecidas.
Era extraordinário pensar que tocáramos na vida daquelas pessoas e que as mudáramos - lembrava-nos, como se fosse preciso, que tudo dependia do acaso.
Não há nada mais importante do que o amor.
Quanto a mim, agora percebo tudo muito melhor. Vejo que a vida não pode ser arrumada como um quarto. Que é uma coisa confusa - incerta, imperfeita e cheia de concessões. Que às vezes pode magoar, mas que não há forma de o evitar.
Achei que estava satisfeita com o modo como as coisas eram, feliz enquanto solteira, e talvez estivesse. Mas agora vejo o que não via antes... há mais do que uma maneira de ser feliz.
















