Sendo uma pessoa muito patriota e orgulhosa do país em que vivemos, não podia deixar de escrever sobre aquele que foi o dia que nos permite estar aqui, hoje. Que acabou com guerras sem sentido e que trouxe a vida, a alegria, a luz ao que hoje nos mantém aqui. Apenas somos prisioneiros daquilo a que nos acorrentamos. E, parecendo contraditório, é isso que nos dá a liberdade. A responsabilidade pelo outro. A proteção. A educação. O amor. Não estar fisicamente atado faz com que os laços, o amor, representem muito mais. Faz com que algo que não se vê, que não se raciocina e que não agarramos conduza os caminhos por onde passamos. Faz com que sejamos livres ao partilharmos uma vida, ao sorrirmos da simplicidade de cada dia e ao tocarmos o coração de quem ao nosso lado escolhemos que estaria.
Obrigada. Por poder ser quem sou. Por poder ter quem tenho. E por poder dar o que dou.
Obrigada 25 de Abril!
sexta-feira, 25 de abril de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Para a Marta.
Inscrevi a Marta neste desafio que estava em www.dailycristina.com
Foi nela que pensei, na primeira vez que li o passatempo. Porque não?
Só espero que ganhemos!
A frase criativa que usei foi:
"Os cabelos brancos começaram bem antes dos 20 anos, mas rapidamente os quis combater e mostrar ao mundo a princesa que é e na qual se tornará, por isso, gostava que uma das minhas melhores amigas passasse por esta experiência e se sentisse tão feliz como merece, tal e qual a Cristina Ferreira, uma Bellady castanha sensual."
Foi nela que pensei, na primeira vez que li o passatempo. Porque não?
Só espero que ganhemos!
A frase criativa que usei foi:
"Os cabelos brancos começaram bem antes dos 20 anos, mas rapidamente os quis combater e mostrar ao mundo a princesa que é e na qual se tornará, por isso, gostava que uma das minhas melhores amigas passasse por esta experiência e se sentisse tão feliz como merece, tal e qual a Cristina Ferreira, uma Bellady castanha sensual."
Às minhas amigas. Do coração.
Hoje, por umas frases que ouvi e li, fiquei inspirada. E eu, que sou pessoa cheia de palavras, deixo-vos estas para vocês.
Parecendo que não, tenho dificuldade em escrever sobre vocês. Fico sem palavras para definir o que quero, para explicar o que sinto, para tentar traduzir a família que são para mim. Merecem mais do que isto mas, prometo, um dia tê-lo-ão. Para já, é o que consigo fazer.
Quem diria? Há oito anos que estamos juntas. É impossível quantificar as horas que já passámos juntas a fazer alguma coisa ou sem fazer nada. Aquelas que mostrámos e as que mantivemos só para nós. Toda esta vida partilhada está recheada do bom e do mau, dos choros e dos sorrisos, da alegria e da tristeza, da morte e da vida. Partilhado, assim, como o fazemos, não é tudo mais fácil?
Olho para trás e parece-me que estou a olhar para o futuro. Se há algo que se mantém sempre, no sentido literal da palavra, é a base que constitui a nossa vida. Sem esforço, sem complicações e sem acessórios, tornámo-nos do que mais sólido existe. Nada nesta vida, ou noutra qualquer, nos consegue ou irá separar. Atentas aos pormenores, sabemos que o pequeno facto de existirmos na vida umas das outras consegue mover montanhas e oceanos. Já as movemos, algumas vezes.
Apesar de não ser a característica que mais expressamos, há uma coisa em nós que mais ninguém vê: temos esperança. Na vida. No futuro. E, principalmente, em cada uma de nós. Acredito na singularidade de cada uma, na individualidade que nos une. Diferentes na atitude e na aparência, iguais no amor e amizade que enche os nossos corações e que regem as nossas vidas.
Temos tanto para viver... tanto mais quanto sonharmos.
Obrigada por existirem e terem iluminado a minha existência de força, coragem, determinação e sensibilidade, dando-me todos aqueles ingredientes que nem sempre estão à vista.
Elas são as seis... princesas.
Um dia, perceberão ainda melhor o que isto significa para mim.
Do fundo do coração.
S!
Parecendo que não, tenho dificuldade em escrever sobre vocês. Fico sem palavras para definir o que quero, para explicar o que sinto, para tentar traduzir a família que são para mim. Merecem mais do que isto mas, prometo, um dia tê-lo-ão. Para já, é o que consigo fazer.
Quem diria? Há oito anos que estamos juntas. É impossível quantificar as horas que já passámos juntas a fazer alguma coisa ou sem fazer nada. Aquelas que mostrámos e as que mantivemos só para nós. Toda esta vida partilhada está recheada do bom e do mau, dos choros e dos sorrisos, da alegria e da tristeza, da morte e da vida. Partilhado, assim, como o fazemos, não é tudo mais fácil?
Olho para trás e parece-me que estou a olhar para o futuro. Se há algo que se mantém sempre, no sentido literal da palavra, é a base que constitui a nossa vida. Sem esforço, sem complicações e sem acessórios, tornámo-nos do que mais sólido existe. Nada nesta vida, ou noutra qualquer, nos consegue ou irá separar. Atentas aos pormenores, sabemos que o pequeno facto de existirmos na vida umas das outras consegue mover montanhas e oceanos. Já as movemos, algumas vezes.
Apesar de não ser a característica que mais expressamos, há uma coisa em nós que mais ninguém vê: temos esperança. Na vida. No futuro. E, principalmente, em cada uma de nós. Acredito na singularidade de cada uma, na individualidade que nos une. Diferentes na atitude e na aparência, iguais no amor e amizade que enche os nossos corações e que regem as nossas vidas.
Temos tanto para viver... tanto mais quanto sonharmos.
Obrigada por existirem e terem iluminado a minha existência de força, coragem, determinação e sensibilidade, dando-me todos aqueles ingredientes que nem sempre estão à vista.
Elas são as seis... princesas.
Um dia, perceberão ainda melhor o que isto significa para mim.
Do fundo do coração.
S!
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Caminhada.
Descobri a falta que me faz ter um tempinho que fosse, só para mim, mais ou menos há dois anos. Aliás, foi aí que descobri muito do que sei hoje. É verdade que não queria a mudança mas... a verdade é que foi ela que me proporcionou poder saber muito mais.
Acho que tenho a sorte de poder usufruir dos meus dois lados: sou uma pessoa de sorriso fácil, cheia de palavras para quem conheço bem e, por isso, gosto muito de estar rodeada pelos outros. Principalmente a quem me acrescenta. O meu outro lado é que também sou muito minha. Preciso muito do tempo para mim, da minha introversão, de olhar para dentro e refletir. E descobri que faço isso melhor quando caminho. Antes corria. E às vezes ainda o faço. Mas a corrida exala tudo aquilo que está acumulado cá dentro e permite que respiremos verdadeiramente fundo. Às vezes é preciso. Mas a maioria do tempo o que preciso mesmo é andar. Sem destino. Pensar. Sem pressão. Chorar. Sem ninguém a ver. Sorrir. Para o horizonte que é infinito.
Confesso que antes era um bocadinho renitente quanto a isto. Hoje, ainda bem que o faço. É impressionante como o corpo pode fazer tão bem à mente, e vice-versa. Está tudo cá dentro. Basta ver.
Acho que tenho a sorte de poder usufruir dos meus dois lados: sou uma pessoa de sorriso fácil, cheia de palavras para quem conheço bem e, por isso, gosto muito de estar rodeada pelos outros. Principalmente a quem me acrescenta. O meu outro lado é que também sou muito minha. Preciso muito do tempo para mim, da minha introversão, de olhar para dentro e refletir. E descobri que faço isso melhor quando caminho. Antes corria. E às vezes ainda o faço. Mas a corrida exala tudo aquilo que está acumulado cá dentro e permite que respiremos verdadeiramente fundo. Às vezes é preciso. Mas a maioria do tempo o que preciso mesmo é andar. Sem destino. Pensar. Sem pressão. Chorar. Sem ninguém a ver. Sorrir. Para o horizonte que é infinito.
Confesso que antes era um bocadinho renitente quanto a isto. Hoje, ainda bem que o faço. É impressionante como o corpo pode fazer tão bem à mente, e vice-versa. Está tudo cá dentro. Basta ver.
terça-feira, 22 de abril de 2014
O campo e o mar.
Sou do campo e do mar. Nasci cá, mas sou muito de lá. Adoro, adoro, adoro o campo. A tranquilidade, a calma, a "agitação" de um pequeno lugar que se torna grande pelas gentes que o fazem. Todos se conhecem, se querem bem e desejam muita saúde e sorte para a vida. A energia ali existe. A pronúncia diferente enche o coração de qualquer visitante que, perante aquela realidade, se sente pequenino e inocente face ao mundo. Há tanto mais para ver nos recantos mais pequenos. Eu sou uma pessoa de pormenores, talvez seja por isso que dou tanto valor às coisas, atitudes e gestos mais pequeninos. E ali é assim mesmo. A família está lá. O calor está lá. A comida está lá. O vestir bem ao domingo está lá. Os valores de que o meu coração é feito e dos quais a minha vida é pautada também. Está tudo lá.
Tudo menos o que o mar me pode dar (e dá).
Descobri a serenidade do mar à pouco tempo. Serenidade e Agitação. Os turistas ficam encantados quando cá vêm e é fácil perceber porquê. Há sol. Há maresia. Há estilos de vida saudáveis. Há um paredão com mais de 3km para fazer vezes e vezes sem conta. Há comércio local a mostrar que muito do que é bom, está cá. Há sofisticação. Sempre achei que esta terra me trazia a Sofisticação. A elegância. Que deve estar presente em tudo. Não apenas na roupa que se veste, mas sim no corpo e na pessoa que a suporta. Muita gente gosta de praia e de a aproveitar mas como cada um a vê, isso... é diferente. Depende do que está no interior de cada um quando olha para o mar infinito à sua frente. Quando relembra os momentos que foram ali passados. E quando sonha com os que ainda se vão passar.
Tudo menos o que o mar me pode dar (e dá).
Descobri a serenidade do mar à pouco tempo. Serenidade e Agitação. Os turistas ficam encantados quando cá vêm e é fácil perceber porquê. Há sol. Há maresia. Há estilos de vida saudáveis. Há um paredão com mais de 3km para fazer vezes e vezes sem conta. Há comércio local a mostrar que muito do que é bom, está cá. Há sofisticação. Sempre achei que esta terra me trazia a Sofisticação. A elegância. Que deve estar presente em tudo. Não apenas na roupa que se veste, mas sim no corpo e na pessoa que a suporta. Muita gente gosta de praia e de a aproveitar mas como cada um a vê, isso... é diferente. Depende do que está no interior de cada um quando olha para o mar infinito à sua frente. Quando relembra os momentos que foram ali passados. E quando sonha com os que ainda se vão passar.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Páscoa.
Páscoa é, segundo a religião católica, o tempo de reconciliação. De nos perdoarmos do que fizemos de menos bom; de perdoarmos os outros pelo que nos magoaram, de nos reconciliarmos. Primeiro, connosco. Depois, com os outros.
Apesar de não ir todos os Domingos à missa e de seguir estritamente o que a Igreja defende, sou católica e influenciada por esses valores. E sinto a diferença nestes momentos especiais, como o Natal e a Páscoa. Parece que tudo fica mais leve e tranquilo.
Páscoa é família, aqui e noutro lugar qualquer do mundo.
Nós também somos família, e já há 8 anos!
Apesar de não ir todos os Domingos à missa e de seguir estritamente o que a Igreja defende, sou católica e influenciada por esses valores. E sinto a diferença nestes momentos especiais, como o Natal e a Páscoa. Parece que tudo fica mais leve e tranquilo.
Páscoa é família, aqui e noutro lugar qualquer do mundo.
Nós também somos família, e já há 8 anos!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Crónica de Ana Rita Clara: Para o meu lindo jardim.
"A vida apresenta-se como quer em frente aos nossos olhos. Declaramo-nos impotentes com tanto inesperado, com tanta imprevisibilidade. Até nem conseguimos digerir bem, tantas curvas e tantos balanços. Levamos sempre o "nosso" tempo. Talvez até nem seja agora o momento de fazer esquemas justificativos, para se compreenderem grandes motivos e razões, porque a vida é mesmo isto. Tenho vindo a descobrir que a tranquilidade para a inquietude da vida resulta da atitude perante esse caminho. E a própria fé. E apesar de educada com base na religião católica, tenho percorrido o meu próprio caminho, no alcance do sentido das minhas buscas e respostas. E sei que não estou sozinha neste processo. Todos nós procuramos tranquilizar o espírito. Encontrar o conforto dos olhares e das palavras.
E sobretudo encontrarmo-nos no meio de tudo isto. Hoje reflito mais sobre as ânsias dos dias. Aquilo que me move e aquilo que renuncio. Esse é um propósito que todos nós devemos seguir. O de sermos sempre fiéis àquilo que amamos, aquilo em que nos vamos transformando. E se a vida nos atira contra barreiras, ou contra obstáculos, ou ainda contra aquilo que não pedimos... podemos não gostar, mas se encararmos de uma nova maneira, tudo será diferente. Porque é aí que reside a grande diferença entre os humanos. Entre aqueles que lutam e combatem até partirem com honra e memórias de guerreiros. E existem os outros. Que não passam de almas que nascem já perdidas. Rendidas a um destino escolhido por outros. Rendidos à sua própria limitação interior. E se a vida me testa a cada segundo, a cada instante, eu escolho pertencer à classe das vitórias e conquistas. Dos grandes transformadores, que movem areias e montanhas para fazer a diferença. Faça como eu. Viver esta vida como nasceu para a viver. Criando o seu destino a cada passo. Este texto é dedicado à maior flor do meu jardim."
E sobretudo encontrarmo-nos no meio de tudo isto. Hoje reflito mais sobre as ânsias dos dias. Aquilo que me move e aquilo que renuncio. Esse é um propósito que todos nós devemos seguir. O de sermos sempre fiéis àquilo que amamos, aquilo em que nos vamos transformando. E se a vida nos atira contra barreiras, ou contra obstáculos, ou ainda contra aquilo que não pedimos... podemos não gostar, mas se encararmos de uma nova maneira, tudo será diferente. Porque é aí que reside a grande diferença entre os humanos. Entre aqueles que lutam e combatem até partirem com honra e memórias de guerreiros. E existem os outros. Que não passam de almas que nascem já perdidas. Rendidas a um destino escolhido por outros. Rendidos à sua própria limitação interior. E se a vida me testa a cada segundo, a cada instante, eu escolho pertencer à classe das vitórias e conquistas. Dos grandes transformadores, que movem areias e montanhas para fazer a diferença. Faça como eu. Viver esta vida como nasceu para a viver. Criando o seu destino a cada passo. Este texto é dedicado à maior flor do meu jardim."
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Memórias.
Hoje passou-me um filme à frente dos olhos. A olhar para mim no espelho, consegui ver tudo. Aquilo que começou há mais de 2 anos atrás.
E as lágrimas caíram-me.
Foi por isto que sonhei.
Comprei a minha farda para o estágio que começa em Setembro/Outubro. Sim, o meu estágio de dois anos que põe em prática tudo o que sempre, SEMPRE, quis! Vi-me ao espelho e... tudo me assentou como uma luva. A camisola, as calças, os sapatos. Parece que sempre tinha estado ali à minha espera.
Sabe Deus onde é que estarei por esta altura, daqui a um ano. De uma coisa tenho a certeza:
vou estar muito, muito feliz!
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Comer. Orar. Amar.
Lembro-me deste livro em milhentos momentos da minha vida. A altura em que o li foi a ideal. O livro certo para a altura certa. E é engraçado como há coisas que realmente não controlamos. Estive imensas vezes com ele na mão para o comprar mas nunca o fiz. Só naquele momento.
Acho que é o único do qual não consigo distinguir aquelas frases que mais gosto. Porque amei toda a história e, depois de ver o filme, considerei ainda mais que estava super bem conseguida. É profunda, toca todos os pontos, vai ao mais íntimo do coração de uma mulher...
Já o li, mas vou lê-lo outra vez, quem sabe. Este livro sim: alimenta a alma!
"O local de descanso da mente é o coração.”
sábado, 5 de abril de 2014
Rita.
Há pessoas que entram na nossa vida e é como se sempre lá tivessem estado. A Rita é assim. É como se sempre tivesse feito parte de tudo. Sabe tudo de mim. Muito, nunca lhe disse em palavras. Ela descobre. Talvez porque nem sempre me pede que fale, que diga, que mostre, mas sim que partilhe. E isso faço sempre. Através do sorriso, do olhar. Nunca olha para mim superficialmente. Vai até ao fundo da minha alma. Vê o meu coração. E sente-me, como eu sou, todos os dias. Não estamos sempre fisicamente juntas mas o coração une-nos.
Obrigada. És a melhor.
Obrigada. És a melhor.
Biblioteca.
Se não estivesse a estudar para ser enfermeira, provavelmente, numa outra vida, poderia ter sido bibliotecária. Como gosto de livros! Gosto do cheiro (tanto dos novos, como dos velhos), da consistência, da história que envolve, dos sonhos que desenvolve...
No outro dia passei pela Biblioteca de Cascais e decidi: vou entrar e inscrever-me como sócia.
Posso requisitar livros, material de multimédia e passar lá algum tempo, a custo zero.
No outro dia passei pela Biblioteca de Cascais e decidi: vou entrar e inscrever-me como sócia.
Posso requisitar livros, material de multimédia e passar lá algum tempo, a custo zero.
Não é um verdadeiro sonho de um mundo encantado?
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Susana e as boas ações.
Sexta-feira: chuva, chuva e mais chuva. Pensando eu que ia estar um sol luminoso e, para não andar cheia de tralha como ontem, resolvi vestir-me assim, às 5h30: ténis, calças de ganga, camisola básica, casaquinho de malha e um lenço. E estava pronta.
Não estava era pronta para este tempo!! Tipo?! Já chega! Hoje, felizmente, tive a alma caridosa de uma colega que me emprestou o chapéu de chuva para vir para casa, visto que ela tinha o seu carro na estação do comboio. Tal como se repetiu há mais ou menos uma semana, hoje também fiz uma boa ação!
Há uma semana, estava nuns sinais à espera que passasse para verde, com o chapéu de chuva aberto, e estava ao meu lado uma senhora idosa, a apanhar chuva. Perguntei-lhe se se queria pôr debaixo do chapéu enquanto esperava e eu passava com ela para o outro lado. Assim aconteceu. Ela agradeceu-me muito e disse que já não existia muita gente assim. É verdade, eu bem sei que não.
Hoje, estava a subir a rua para casa com o chapéu de chuva aberto, quando vi uma rapariga à minha frente a andar, quase toda molhada, sem chapéu e sem um casaco decente (como eu). Fui ter com ela e, apesar das dificuldades de comunicação (ela estava com phones nos ouvidos), lá me deu alguma atenção e ainda foi uns 10 minutos debaixo do chapéu que eu levava.
Não estava era pronta para este tempo!! Tipo?! Já chega! Hoje, felizmente, tive a alma caridosa de uma colega que me emprestou o chapéu de chuva para vir para casa, visto que ela tinha o seu carro na estação do comboio. Tal como se repetiu há mais ou menos uma semana, hoje também fiz uma boa ação!
Há uma semana, estava nuns sinais à espera que passasse para verde, com o chapéu de chuva aberto, e estava ao meu lado uma senhora idosa, a apanhar chuva. Perguntei-lhe se se queria pôr debaixo do chapéu enquanto esperava e eu passava com ela para o outro lado. Assim aconteceu. Ela agradeceu-me muito e disse que já não existia muita gente assim. É verdade, eu bem sei que não.
Hoje, estava a subir a rua para casa com o chapéu de chuva aberto, quando vi uma rapariga à minha frente a andar, quase toda molhada, sem chapéu e sem um casaco decente (como eu). Fui ter com ela e, apesar das dificuldades de comunicação (ela estava com phones nos ouvidos), lá me deu alguma atenção e ainda foi uns 10 minutos debaixo do chapéu que eu levava.
Não conhecia estas duas pessoas de lado nenhum. Mas não lhes consegui ficar indiferentes. É isto que falta um bocadinho no nosso mundo. Não ser indiferente a quem está mesmo à nossa frente. Quase sempre as olhamos... mas quase nunca as vemos.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Crónica de Ana Rita Clara sobre o filme "Sei Lá..."
"Gostam de estreias?
Sei Lá..."
"Hoje estreia o filme "Sei Lá". E não é apenas por ter feito este filme, que hoje o coloco nesta crónica. Coloco-o nestes meus pensamentos, pela necessidade de partilhar convosco algo de tão feliz. Por todo o processo de seleção, por todo o tempo de construção e de envolvimento que entreguei a esta personagem. Esta "Luísa" que tanto me encantou e ainda hoje me é difícil guardar na caixinha. Nutro por esta história e por esta mulher uma profunda paixão. Pela sua determinação, pela sua coragem. Pela maneira como usa o poder feminino, mas sem ser vulgar. Pela carismática atitude, que em tudo se manifesta, sem esquecer o poder da verdadeira amizade. E aquilo que a prende às restantes amigas da sua vida. Este filme vai ser uma grande experiência para todos vocês. Será uma viagem com um ponto de partida, a relação entre quatro amigas. Mas será muito mais do que isso. "Sei Lá" repensa o lugar do cinema no País. Coloca a informalidade e a descontração dos diálogos num novo patamar. Constrói a possibilidade de cinema de entretenimento, com a genialidade de Joaquim Leitão. Convida homens e mulheres a rirem-se com esta história e provoca emoções em todos os que assistem. Afinal, falamos de uma história de Margarida Rebelo Pinto que vendeu 1,2 milhões de livros. Mas poderemos também falar da aposta ganha em bom cinema nacional. Escrito, dirigido e protagonizado em português. E que felicidade a minha. Poder criar esta "Luísa" imponente, com espaço para revelar as suas fragilidades. Até porque estas personagens, das minhas queridas Leonor Seixas (Madalena), Patrícia Bull (Mariana) e ainda Gabriela Barros (Catarina), evocam as maiores sensibilidades. E colocam no devido lugar o espaço da amizade feminina, do luto e da procura do amor. Mas com reconhecimento do outro género e do seu pragmatismo. A infindável guerra dos sexos. A procura do encaixe perfeito. Existirão homens, mulheres, histórias perfeitas?! Já sabemos que a perfeição enquadra-se muito bem nas películas. De resto... o melhor está cumprido. Deixo corpo e alma nesta personagem. E entrego-vos a vocês a decisão. De ver e desfrutar deste filme. Sei Lá...".
Sei Lá..."
"Hoje estreia o filme "Sei Lá". E não é apenas por ter feito este filme, que hoje o coloco nesta crónica. Coloco-o nestes meus pensamentos, pela necessidade de partilhar convosco algo de tão feliz. Por todo o processo de seleção, por todo o tempo de construção e de envolvimento que entreguei a esta personagem. Esta "Luísa" que tanto me encantou e ainda hoje me é difícil guardar na caixinha. Nutro por esta história e por esta mulher uma profunda paixão. Pela sua determinação, pela sua coragem. Pela maneira como usa o poder feminino, mas sem ser vulgar. Pela carismática atitude, que em tudo se manifesta, sem esquecer o poder da verdadeira amizade. E aquilo que a prende às restantes amigas da sua vida. Este filme vai ser uma grande experiência para todos vocês. Será uma viagem com um ponto de partida, a relação entre quatro amigas. Mas será muito mais do que isso. "Sei Lá" repensa o lugar do cinema no País. Coloca a informalidade e a descontração dos diálogos num novo patamar. Constrói a possibilidade de cinema de entretenimento, com a genialidade de Joaquim Leitão. Convida homens e mulheres a rirem-se com esta história e provoca emoções em todos os que assistem. Afinal, falamos de uma história de Margarida Rebelo Pinto que vendeu 1,2 milhões de livros. Mas poderemos também falar da aposta ganha em bom cinema nacional. Escrito, dirigido e protagonizado em português. E que felicidade a minha. Poder criar esta "Luísa" imponente, com espaço para revelar as suas fragilidades. Até porque estas personagens, das minhas queridas Leonor Seixas (Madalena), Patrícia Bull (Mariana) e ainda Gabriela Barros (Catarina), evocam as maiores sensibilidades. E colocam no devido lugar o espaço da amizade feminina, do luto e da procura do amor. Mas com reconhecimento do outro género e do seu pragmatismo. A infindável guerra dos sexos. A procura do encaixe perfeito. Existirão homens, mulheres, histórias perfeitas?! Já sabemos que a perfeição enquadra-se muito bem nas películas. De resto... o melhor está cumprido. Deixo corpo e alma nesta personagem. E entrego-vos a vocês a decisão. De ver e desfrutar deste filme. Sei Lá...".
terça-feira, 1 de abril de 2014
Medos.
Há 3 medos que tenho e que não me abandonam. Muitos mais existirão, mas estes são aqueles em que reparo e que no meu dia-a-dia, de certa forma, me condicionam.
- Medo de gatos! - medo, nojo, acho-os falsos e não consigo estar ao pé deles (a minha vizinha de baixo tinha logo de ter a casa cheia deles, por sinal!). Sou capaz de passar para o outro lado da rua quando vejo um, se bem que, numa tentativa de o superar, tento continuar o meu caminho... (com as mãos a tremer e o coração a bater forte).
- Medo de passar a passadeira se não estiver sinal verde: não percebo porque é que as pessoas fazem isto! Passam a rua sem o sinal estar verde e a desculpa é, quase sempre mas não vinham carros! Uma ova que não vêm! Vêm sempre. Seja mais lá ao fundo ou mais perto, eles vêm. Eu própria sou condutora e acho um perigo as pessoas que passam quando o sinal não está verde. E depois querem que eu também o faça. Ok, às vezes a rua está mesmo sem carros mas... não consigo!
- Medo de conduzir em auto-estradas: isto sim, é um medo imensooooo. As pessoas dizem-me que não tem jeito nenhum, que é só andar para a frente mas... não é só andar para a frente! Não gosto mesmo e sinto repercussões físicas: pânico, suor, mãos geladas (mais do que o costume), bexiga cheia, pernas a tremer... tudo. Conduzo em todo o lado e com todas as condições: sol, chuva torrencial, subidas, descidas, rotundas, vias rápidas... Mas não em auto-estradas (se bem que sei que, se tiver um local de trabalho numa grande cidade, vou precisar...). Estou a tentar ultrapassar este medo e ontem lá conduzi numa mas...
Preciso de me recuperar!
- Medo de gatos! - medo, nojo, acho-os falsos e não consigo estar ao pé deles (a minha vizinha de baixo tinha logo de ter a casa cheia deles, por sinal!). Sou capaz de passar para o outro lado da rua quando vejo um, se bem que, numa tentativa de o superar, tento continuar o meu caminho... (com as mãos a tremer e o coração a bater forte).
- Medo de passar a passadeira se não estiver sinal verde: não percebo porque é que as pessoas fazem isto! Passam a rua sem o sinal estar verde e a desculpa é, quase sempre mas não vinham carros! Uma ova que não vêm! Vêm sempre. Seja mais lá ao fundo ou mais perto, eles vêm. Eu própria sou condutora e acho um perigo as pessoas que passam quando o sinal não está verde. E depois querem que eu também o faça. Ok, às vezes a rua está mesmo sem carros mas... não consigo!
- Medo de conduzir em auto-estradas: isto sim, é um medo imensooooo. As pessoas dizem-me que não tem jeito nenhum, que é só andar para a frente mas... não é só andar para a frente! Não gosto mesmo e sinto repercussões físicas: pânico, suor, mãos geladas (mais do que o costume), bexiga cheia, pernas a tremer... tudo. Conduzo em todo o lado e com todas as condições: sol, chuva torrencial, subidas, descidas, rotundas, vias rápidas... Mas não em auto-estradas (se bem que sei que, se tiver um local de trabalho numa grande cidade, vou precisar...). Estou a tentar ultrapassar este medo e ontem lá conduzi numa mas...
Preciso de me recuperar!
Terça-feira: valeu a pena ter saído de casa.
5h30: o despertador toca. Será que me cheguei sequer a deitar?
Ter um jantar no dia anterior e adormecer por volta da meia noite quando se tem que acordar às cinco e meia não é fácil. Quase que jurei para mim própria que nunca mais! (vamos lá ver se cumpro :))
6h15: Fazer-me à estrada com botas até ao joelho, corta-vento, chapéu de chuva e mala em que o mundo cabe lá dentro (sim, voltei a usar a mala enorme. Preciso de levar imensa coisa comigo e ao menos aí vai tudo lá dentro, não me cai tudo ao chão e não se molha tudo). Chovia torrencialmente mas lá fiz a minha caminhada matinal de 15 minutos para ir para a estação. O dia esperava-me.
As aulas que tive hoje foram super hiper mega interessantes. As duas primeiras principalmente. Uma, em que aprendi as intervenções que o enfermeiro deve ter na fase de reabilitação do doente com AVC. A outra, senti no corpo o que é fazer uma técnica de relaxamento. O objetivo era sentirmos aquilo que fazemos os nossos doentes sentirem, quando tomamos certas intervenções. Quero só dizer que é.... maravilhoso. Esta técnica permitiu que entrasse numa realidade completamente à parte (e é verdade, acredito piamente, mesmo sendo uma mulher da ciência). A voz a guiar-nos, o ambiente relaxante, a posição, a música calma de fundo, a contração e o relaxamento dos grupos musculares... Tudo valeu a pena! Cada vez mais acho que a medicina tradicional será complementada com a chamada "medicina alternativa" (que, na verdade, de alternativa não tem nada!).
Dia de chuva intensa, fiquei molhada (mas menos, hoje levei chapéu de chuva), o dia foi cinzento e estou com as minhas energias quase a 10% mas... a tarde foi de estudo e o dia valeu a pena! A minha mamy, de manhã, ainda me perguntou: "Tens mesmo que ir a esta aula? Está a chover horrores, nem dá para andar na rua." (e a minha mãe a dizer-me isto, ela que é 1000000% apologista das aulas, por isso imaginem como estava a chover).
Ter um jantar no dia anterior e adormecer por volta da meia noite quando se tem que acordar às cinco e meia não é fácil. Quase que jurei para mim própria que nunca mais! (vamos lá ver se cumpro :))
6h15: Fazer-me à estrada com botas até ao joelho, corta-vento, chapéu de chuva e mala em que o mundo cabe lá dentro (sim, voltei a usar a mala enorme. Preciso de levar imensa coisa comigo e ao menos aí vai tudo lá dentro, não me cai tudo ao chão e não se molha tudo). Chovia torrencialmente mas lá fiz a minha caminhada matinal de 15 minutos para ir para a estação. O dia esperava-me.
As aulas que tive hoje foram super hiper mega interessantes. As duas primeiras principalmente. Uma, em que aprendi as intervenções que o enfermeiro deve ter na fase de reabilitação do doente com AVC. A outra, senti no corpo o que é fazer uma técnica de relaxamento. O objetivo era sentirmos aquilo que fazemos os nossos doentes sentirem, quando tomamos certas intervenções. Quero só dizer que é.... maravilhoso. Esta técnica permitiu que entrasse numa realidade completamente à parte (e é verdade, acredito piamente, mesmo sendo uma mulher da ciência). A voz a guiar-nos, o ambiente relaxante, a posição, a música calma de fundo, a contração e o relaxamento dos grupos musculares... Tudo valeu a pena! Cada vez mais acho que a medicina tradicional será complementada com a chamada "medicina alternativa" (que, na verdade, de alternativa não tem nada!).
Dia de chuva intensa, fiquei molhada (mas menos, hoje levei chapéu de chuva), o dia foi cinzento e estou com as minhas energias quase a 10% mas... a tarde foi de estudo e o dia valeu a pena! A minha mamy, de manhã, ainda me perguntou: "Tens mesmo que ir a esta aula? Está a chover horrores, nem dá para andar na rua." (e a minha mãe a dizer-me isto, ela que é 1000000% apologista das aulas, por isso imaginem como estava a chover).
E eu respondi-lhe: "Oh mãe, claro que tenho de ir! O mundo não pára porque está a chover!".
E não é verdade? :)
domingo, 30 de março de 2014
Cada uma de nós é LINDA... à sua maneira.
No outro dia, a minha mãe ligou-me a dizer que uma das suas patroas, por sua vez, lhe tinha ligado e começou a conversa assim: "Amélia, eu liguei-lhe só mesmo para lhe dizer isto".
Eu tinha-a adicionado no facebook, porque eu própria tinha curiosidade em conhecê-la. É uma pessoa para quem a minha mãe trabalha, com quem conversa muito e acabou de ter uma bebé. Não sei porquê, sempre tive interesse em saber quem era e, visto que agora criou um facebook, resolvi adicioná-la. Aí, ela teve a oportunidade de ver mais fotografias minhas, de perceber algumas das coisas que me interessam, a forma como falo e... Bem. O que ela disse à minha mãe foi mais ou menos isto: "Amélia, liguei-lhe só mesmo para dizer isto. A sua filha é linda. Aliás, lindíssima. Ela tem uns dentes perfeitos, um sorriso maravilhoso, um cabelo lindíssimo... tudo. Ela é mesmo linda."
O que é que se responde depois de ouvir algo assim? Uma pessoa que não me conhece, apenas por fotografias, é capaz de dizer isto de mim. E aí, pus-me a pensar:
Eu tinha-a adicionado no facebook, porque eu própria tinha curiosidade em conhecê-la. É uma pessoa para quem a minha mãe trabalha, com quem conversa muito e acabou de ter uma bebé. Não sei porquê, sempre tive interesse em saber quem era e, visto que agora criou um facebook, resolvi adicioná-la. Aí, ela teve a oportunidade de ver mais fotografias minhas, de perceber algumas das coisas que me interessam, a forma como falo e... Bem. O que ela disse à minha mãe foi mais ou menos isto: "Amélia, liguei-lhe só mesmo para dizer isto. A sua filha é linda. Aliás, lindíssima. Ela tem uns dentes perfeitos, um sorriso maravilhoso, um cabelo lindíssimo... tudo. Ela é mesmo linda."
O que é que se responde depois de ouvir algo assim? Uma pessoa que não me conhece, apenas por fotografias, é capaz de dizer isto de mim. E aí, pus-me a pensar:
Porque é que só olhamos para aquilo que temos de pior?
É verdade que há dias em que nem nos apetece sair da cama mas, normalmente, todos os dias, quando alguém me diz estás tão bonita!, eu desculpo-me sempre (como se houvesse alguma coisa para desculpar), dizendo oh, não, estou igual a ontem. se calhar é esta cor que sobressai em mim ou então és tu que estás mais bem disposta e vês as coisas de forma diferente. Não. Sou mesmo eu que estou mais bonita, provavelmente porque sorrio mais (acredito piemente que, o sorriso numa mulher permite ver quem realmente ela é), porque estou mais bem-disposta ou porque aquele dia é mais especial para mim. Quando me confrontei com este pensamento, que constantemente tenho mas que raramente reparo, senti uma tristeza profunda. Por mim e por todas as mulheres que não se sentem bonitas. Todos os dias. Cada uma à sua maneira. E lembrei-me logo do anúncio televisivo do link abaixo.
É claro que vão continuar a existir dias em que não me vai apetecer sair da cama. Em que nenhuma cor me fica bem e em que o meu cabelo parece pior do que nunca. Só que a verdade é que o mundo não pára nem deixa de precisar de mim por me sentir assim.
Por isso, é necessário levantar a cabeça, sorrir e pensar, tal como no anúncio:
Você é mais bonita do que imagina.
http://www.youtube.com/watch?v=ABups4euCW4
segunda-feira, 24 de março de 2014
As escolhidas!
De vez em quando, peço à Alexandra para tirarmos umas fotografias mais giras. Desta vez, foi diferente. Não só ela me tirou a mim, como eu também a ela. Confesso que gosto muito mais das dela, mas enfim! É importante fazermos este exercício de vez em quando... Expormo-nos a algo que não nos conhece e vermos a figura que fazemos. Se somos capazes.
A minha maior dificuldade foi, sem dúvida, saber o que fazer com as mãos. É difícil! Talvez esta seja uma razão, ainda que inconsciente, para ter seguido o curso que segui... as minhas mãos estarão sempre ocupadas e ninguém reparará nesse meu ponto fraco. Por um lado, tem a sua piada.
A minha maior dificuldade foi, sem dúvida, saber o que fazer com as mãos. É difícil! Talvez esta seja uma razão, ainda que inconsciente, para ter seguido o curso que segui... as minhas mãos estarão sempre ocupadas e ninguém reparará nesse meu ponto fraco. Por um lado, tem a sua piada.
As mãos são a primeira coisa em que olho numa pessoa.
(As sardas que muito pouca gente sabe que tenho!)
domingo, 23 de março de 2014
"There's an old proverb that says you can't choose your family. You take what the fates hand you. And like them or not, love them or not, understand them or not, you cope. Then there's the school of thought that says the family you're born into is simply a starting point. They feed you, and clothe you, and take care of you until you're ready to go out into the world and find your tribe."
<3
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terça-feira, 18 de março de 2014
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