quarta-feira, 23 de abril de 2014

Caminhada.

Descobri a falta que me faz ter um tempinho que fosse, só para mim, mais ou menos há dois anos. Aliás, foi aí que descobri muito do que sei hoje. É verdade que não queria a mudança mas... a verdade é que foi ela que me proporcionou poder saber muito mais.
Acho que tenho a sorte de poder usufruir dos meus dois lados: sou uma pessoa de sorriso fácil, cheia de palavras para quem conheço bem e, por isso, gosto muito de estar rodeada pelos outros. Principalmente a quem me acrescenta. O meu outro lado é que também sou muito minha. Preciso muito do tempo para mim, da minha introversão, de olhar para dentro e refletir. E descobri que faço isso melhor quando caminho. Antes corria. E às vezes ainda o faço. Mas a corrida exala tudo aquilo que está acumulado cá dentro e permite que respiremos verdadeiramente fundo. Às vezes é preciso. Mas a maioria do tempo o que preciso mesmo é andar. Sem destino. Pensar. Sem pressão. Chorar. Sem ninguém a ver. Sorrir. Para o horizonte que é infinito.
Confesso que antes era um bocadinho renitente quanto a isto. Hoje, ainda bem que o faço. É impressionante como o corpo pode fazer tão bem à mente, e vice-versa. Está tudo cá dentro. Basta ver.


terça-feira, 22 de abril de 2014

O campo e o mar.

Sou do campo e do mar. Nasci cá, mas sou muito de lá. Adoro, adoro, adoro o campo. A tranquilidade, a calma, a "agitação" de um pequeno lugar que se torna grande pelas gentes que o fazem. Todos se conhecem, se querem bem e desejam muita saúde e sorte para a vida. A energia ali existe. A pronúncia diferente enche o coração de qualquer visitante que, perante aquela realidade, se sente pequenino e inocente face ao mundo. Há tanto mais para ver nos recantos mais pequenos. Eu sou uma pessoa de pormenores, talvez seja por isso que dou tanto valor às coisas, atitudes e gestos mais pequeninos. E ali é assim mesmo. A família está lá. O calor está lá. A comida está lá. O vestir bem ao domingo está lá. Os valores de que o meu coração é feito e dos quais a minha vida é pautada também. Está tudo lá.

Tudo menos o que o mar me pode dar (e dá).

Descobri a serenidade do mar à pouco tempo. Serenidade e Agitação. Os turistas ficam encantados quando cá vêm e é fácil perceber porquê. Há sol. Há maresia. Há estilos de vida saudáveis. Há um paredão com mais de 3km para fazer vezes e vezes sem conta. Há comércio local a mostrar que muito do que é bom, está cá. Há sofisticação. Sempre achei que esta terra me trazia a Sofisticação. A elegância. Que deve estar presente em tudo. Não apenas na roupa que se veste, mas sim no corpo e na pessoa que a suporta. Muita gente gosta de praia e de a aproveitar mas como cada um a vê, isso... é diferente. Depende do que está no interior de cada um quando olha para o mar infinito à sua frente. Quando relembra os momentos que foram ali passados. E quando sonha com os que ainda se vão passar.





quinta-feira, 17 de abril de 2014

Páscoa.

Páscoa é, segundo a religião católica, o tempo de reconciliação. De nos perdoarmos do que fizemos de menos bom; de perdoarmos os outros pelo que nos magoaram, de nos reconciliarmos. Primeiro, connosco. Depois, com os outros.
Apesar de não ir todos os Domingos à missa e de seguir estritamente o que a Igreja defende, sou católica e influenciada por esses valores. E sinto a diferença nestes momentos especiais, como o Natal e a Páscoa. Parece que tudo fica mais leve e tranquilo.
Páscoa é família, aqui e noutro lugar qualquer do mundo.

Nós também somos família, e já há 8 anos!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Crónica de Ana Rita Clara: Para o meu lindo jardim.

"A vida apresenta-se como quer em frente aos nossos olhos. Declaramo-nos impotentes com tanto inesperado, com tanta imprevisibilidade. Até nem conseguimos digerir bem, tantas curvas e tantos balanços. Levamos sempre o "nosso" tempo. Talvez até nem seja agora o momento de fazer esquemas justificativos, para se compreenderem grandes motivos e razões, porque a vida é mesmo isto. Tenho vindo a descobrir que a tranquilidade para a inquietude da vida resulta da atitude perante esse caminho. E a própria fé. E apesar de educada com base na religião católica, tenho percorrido o meu próprio caminho, no alcance do sentido das minhas buscas e respostas. E sei que não estou sozinha neste processo. Todos nós procuramos tranquilizar o espírito. Encontrar o conforto dos olhares e das palavras.
E sobretudo encontrarmo-nos no meio de tudo isto. Hoje reflito mais sobre as ânsias dos dias. Aquilo que me move e aquilo que renuncio. Esse é um propósito que todos nós devemos seguir. O de sermos sempre fiéis àquilo que amamos, aquilo em que nos vamos transformando. E se a vida nos atira contra barreiras, ou contra obstáculos, ou ainda contra aquilo que não pedimos... podemos não gostar, mas se encararmos de uma nova maneira, tudo será diferente. Porque é aí que reside a grande diferença entre os humanos. Entre aqueles que lutam e combatem até partirem com honra e memórias de guerreiros. E existem os outros. Que não passam de almas que nascem já perdidas. Rendidas a um destino escolhido por outros. Rendidos à sua própria limitação interior. E se a vida me testa a cada segundo, a cada instante, eu escolho pertencer à classe das vitórias e conquistas. Dos grandes transformadores, que movem areias e montanhas para fazer a diferença. Faça como eu. Viver esta vida como nasceu para a viver. Criando o seu destino a cada passo. Este texto é dedicado à maior flor do meu jardim."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Memórias.



Hoje passou-me um filme à frente dos olhos. A olhar para mim no espelho, consegui ver tudo. Aquilo que começou há mais de 2 anos atrás. 
E as lágrimas caíram-me. 
Foi por isto que sonhei.

Comprei a minha farda para o estágio que começa em Setembro/Outubro. Sim, o meu estágio de dois anos que põe em prática tudo o que sempre, SEMPRE, quis! Vi-me ao espelho e... tudo me assentou como uma luva. A camisola, as calças, os sapatos. Parece que sempre tinha estado ali à minha espera. 
Sabe Deus onde é que estarei por esta altura, daqui a um ano. De uma coisa tenho a certeza: 
vou estar muito, muito feliz!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Comer. Orar. Amar.


Lembro-me deste livro em milhentos momentos da minha vida. A altura em que o li foi a ideal. O livro certo para a altura certa. E é engraçado como há coisas que realmente não controlamos. Estive imensas vezes com ele na mão para o comprar mas nunca o fiz. Só naquele momento.

Acho que é o único do qual não consigo distinguir aquelas frases que mais gosto. Porque amei toda a história e, depois de ver o filme, considerei ainda mais que estava super bem conseguida. É profunda, toca todos os pontos, vai ao mais íntimo do coração de uma mulher...

Já o li, mas vou lê-lo outra vez, quem sabe. Este livro sim: alimenta a alma!

"O local de descanso da mente é o coração.”

sábado, 5 de abril de 2014

Rita.

Há pessoas que entram na nossa vida e é como se sempre lá tivessem estado. A Rita é assim. É como se sempre tivesse feito parte de tudo. Sabe tudo de mim. Muito, nunca lhe disse em palavras. Ela descobre. Talvez porque nem sempre me pede que fale, que diga, que mostre, mas sim que partilhe. E isso faço sempre. Através do sorriso, do olhar. Nunca olha para mim superficialmente. Vai até ao fundo da minha alma. Vê o meu coração. E sente-me, como eu sou, todos os dias. Não estamos sempre fisicamente juntas mas o coração une-nos.
Obrigada. És a melhor.