quinta-feira, 10 de abril de 2014

Memórias.



Hoje passou-me um filme à frente dos olhos. A olhar para mim no espelho, consegui ver tudo. Aquilo que começou há mais de 2 anos atrás. 
E as lágrimas caíram-me. 
Foi por isto que sonhei.

Comprei a minha farda para o estágio que começa em Setembro/Outubro. Sim, o meu estágio de dois anos que põe em prática tudo o que sempre, SEMPRE, quis! Vi-me ao espelho e... tudo me assentou como uma luva. A camisola, as calças, os sapatos. Parece que sempre tinha estado ali à minha espera. 
Sabe Deus onde é que estarei por esta altura, daqui a um ano. De uma coisa tenho a certeza: 
vou estar muito, muito feliz!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Comer. Orar. Amar.


Lembro-me deste livro em milhentos momentos da minha vida. A altura em que o li foi a ideal. O livro certo para a altura certa. E é engraçado como há coisas que realmente não controlamos. Estive imensas vezes com ele na mão para o comprar mas nunca o fiz. Só naquele momento.

Acho que é o único do qual não consigo distinguir aquelas frases que mais gosto. Porque amei toda a história e, depois de ver o filme, considerei ainda mais que estava super bem conseguida. É profunda, toca todos os pontos, vai ao mais íntimo do coração de uma mulher...

Já o li, mas vou lê-lo outra vez, quem sabe. Este livro sim: alimenta a alma!

"O local de descanso da mente é o coração.”

sábado, 5 de abril de 2014

Rita.

Há pessoas que entram na nossa vida e é como se sempre lá tivessem estado. A Rita é assim. É como se sempre tivesse feito parte de tudo. Sabe tudo de mim. Muito, nunca lhe disse em palavras. Ela descobre. Talvez porque nem sempre me pede que fale, que diga, que mostre, mas sim que partilhe. E isso faço sempre. Através do sorriso, do olhar. Nunca olha para mim superficialmente. Vai até ao fundo da minha alma. Vê o meu coração. E sente-me, como eu sou, todos os dias. Não estamos sempre fisicamente juntas mas o coração une-nos.
Obrigada. És a melhor.






Biblioteca.

Se não estivesse a estudar para ser enfermeira, provavelmente, numa outra vida, poderia ter sido bibliotecária. Como gosto de livros! Gosto do cheiro (tanto dos novos, como dos velhos), da consistência, da história que envolve, dos sonhos que desenvolve...

No outro dia passei pela Biblioteca de Cascais e decidi: vou entrar e inscrever-me como sócia.
Posso requisitar livros, material de multimédia e passar lá algum tempo, a custo zero.





Não é um verdadeiro sonho de um mundo encantado?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Susana e as boas ações.

Sexta-feira: chuva, chuva e mais chuva. Pensando eu que ia estar um sol luminoso e, para não andar cheia de tralha como ontem, resolvi vestir-me assim, às 5h30: ténis, calças de ganga, camisola básica, casaquinho de malha e um lenço. E estava pronta.

Não estava era pronta para este tempo!! Tipo?! Já chega! Hoje, felizmente, tive a alma caridosa de uma colega que me emprestou o chapéu de chuva para vir para casa, visto que ela tinha o seu carro na estação do comboio. Tal como se repetiu há mais ou menos uma semana, hoje também fiz uma boa ação!

Há uma semana, estava nuns sinais à espera que passasse para verde, com  o chapéu de chuva aberto, e estava ao meu lado uma senhora idosa, a apanhar chuva. Perguntei-lhe se se queria pôr debaixo do chapéu enquanto esperava e eu passava com ela para o outro lado. Assim aconteceu. Ela agradeceu-me muito e disse que já não existia muita gente assim. É verdade, eu bem sei que não.

Hoje, estava a subir a rua para casa com o chapéu de chuva aberto, quando vi uma rapariga à minha frente a andar, quase toda molhada, sem chapéu e sem um casaco decente (como eu). Fui ter com ela e, apesar das dificuldades de comunicação (ela estava com phones nos ouvidos), lá me deu alguma atenção e ainda foi uns 10 minutos debaixo do chapéu que eu levava.

Não conhecia estas duas pessoas de lado nenhum. Mas não lhes consegui ficar indiferentes. É isto que falta um bocadinho no nosso mundo. Não ser indiferente a quem está mesmo à nossa frente. Quase sempre as olhamos... mas quase nunca as vemos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Crónica de Ana Rita Clara sobre o filme "Sei Lá..."

"Gostam de estreias?
Sei Lá..."

"Hoje estreia o filme "Sei Lá". E não é apenas por ter feito este filme, que hoje o coloco nesta crónica. Coloco-o nestes meus pensamentos, pela necessidade de partilhar convosco algo de tão feliz. Por todo o processo de seleção, por todo o tempo de construção e de envolvimento que entreguei a esta personagem. Esta "Luísa" que tanto me encantou e ainda hoje me é difícil guardar na caixinha. Nutro por esta história e por esta mulher uma profunda paixão. Pela sua determinação, pela sua coragem. Pela maneira como usa o poder feminino, mas sem ser vulgar. Pela carismática atitude, que em tudo se manifesta, sem esquecer o poder da verdadeira amizade. E aquilo que a prende às restantes amigas da sua vida. Este filme vai ser uma grande experiência para todos vocês. Será uma viagem com um ponto de partida, a relação entre quatro amigas. Mas será muito mais do que isso. "Sei Lá" repensa o lugar do cinema no País. Coloca a informalidade e a descontração dos diálogos num novo patamar. Constrói a possibilidade de cinema de entretenimento, com a genialidade de Joaquim Leitão. Convida homens e mulheres a rirem-se com esta história e provoca emoções em todos os que assistem. Afinal, falamos de uma história de Margarida Rebelo Pinto que vendeu 1,2 milhões de livros. Mas poderemos também falar da aposta ganha em bom cinema nacional. Escrito, dirigido e protagonizado em português. E que felicidade a minha. Poder criar esta "Luísa" imponente, com espaço para revelar as suas fragilidades. Até porque estas personagens, das minhas queridas Leonor Seixas (Madalena), Patrícia Bull (Mariana) e ainda Gabriela Barros (Catarina), evocam as maiores sensibilidades. E colocam no devido lugar o espaço da amizade feminina, do luto e da procura do amor. Mas com reconhecimento do outro género e do seu pragmatismo. A infindável guerra dos sexos. A procura do encaixe perfeito. Existirão homens, mulheres, histórias perfeitas?! Já sabemos que a perfeição enquadra-se muito bem nas películas. De resto... o melhor está cumprido. Deixo corpo e alma nesta personagem. E entrego-vos a vocês a decisão. De ver e desfrutar deste filme. Sei Lá...".

terça-feira, 1 de abril de 2014

Medos.

Há 3 medos que tenho e que não me abandonam. Muitos mais existirão, mas estes são aqueles em que reparo e que no meu dia-a-dia, de certa forma, me condicionam.

- Medo de gatos!  - medo, nojo, acho-os falsos e não consigo estar ao pé deles (a minha vizinha de baixo tinha logo de ter a casa cheia deles, por sinal!). Sou capaz de passar para o outro lado da rua quando vejo um, se bem que, numa tentativa de o superar, tento continuar o meu caminho... (com as mãos a tremer e o coração a bater forte).

- Medo de passar a passadeira se não estiver sinal verde: não percebo porque é que as pessoas fazem isto! Passam a rua sem o sinal estar verde e a desculpa é, quase sempre mas não vinham carros! Uma ova que não vêm! Vêm sempre. Seja mais lá ao fundo ou mais perto, eles vêm. Eu própria sou condutora e acho um perigo as pessoas que passam quando o sinal não está verde. E depois querem que eu também o faça. Ok, às vezes a rua está mesmo sem carros mas... não consigo!

- Medo de conduzir em auto-estradas: isto sim, é um medo imensooooo. As pessoas dizem-me que não tem jeito nenhum, que é só andar para a frente mas... não é só andar para a frente! Não gosto mesmo e sinto repercussões físicas: pânico, suor, mãos geladas (mais do que o costume), bexiga cheia, pernas a tremer... tudo. Conduzo em todo o lado e com todas as condições: sol, chuva torrencial, subidas, descidas, rotundas, vias rápidas... Mas não em auto-estradas (se bem que sei que, se tiver um local de trabalho numa grande cidade, vou precisar...). Estou a tentar ultrapassar este medo e ontem lá conduzi numa mas...

Preciso de me recuperar!