"There's an old proverb that says you can't choose your family. You take what the fates hand you. And like them or not, love them or not, understand them or not, you cope. Then there's the school of thought that says the family you're born into is simply a starting point. They feed you, and clothe you, and take care of you until you're ready to go out into the world and find your tribe."
<3
domingo, 23 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Crónica: O dia de anos de uma das minhas melhores amigas.
Há certos locais que nós preferimos mais do que outros. Aqueles onde vamos sempre. O café que parece que está sempre à nossa espera, o jardim que transparece a leveza de um dia, a cidade que nos espera sempre de volta a casa. Há lugares que nos aquecem a alma, enquanto outros, por assim dizer, tornam o nosso dia mais cinzento. Assim sendo, como é que um lugar pode transformar-se completamente? Como é que o sol de Lisboa se pode tornar tão próximo do que nós consideramos... a nossa casa?
Os meus lugares preferidos sempre foram aqueles que estão mais ao pé de mim. Ou melhor, aqueles que eu sabia que lá, me podia sentir eu própria. O sol e o mar, o campo e a terra batida, tudo isto faz parte de mim. Eu, enquanto pessoa, poderia ser aquilo que sou em qualquer um destes sítios. Mas, quando somos obrigados a sair do nosso ninho, daquele que construímos, tudo se torna estranho e assustador. As nuvens parecem andar mais depressa, o sol parece queimar demasiado e a chuva molha ainda mais. Isto só me parece a mim pois não pertenço àquele sítio. É isto que sinto quase todos os dias quando saio de casa. E é o oposto desta sensação que tenho quando, finalmente, chegam as 14 horas de cada dia.
Hoje fui almoçar a Lisboa com uma das minhas melhores amigas. E foi a primeira vez que isto aconteceu. Foi a primeira vez que fui para o estranho, o assustador com alguém que me é muito querido e aconchegante. Então, aí percebi algo que há muito tempo sabia mas que ainda não tinha interiorizado: são as pessoas que fazem os locais. O sol que me parecia aquecer demais quase que se aproximou daquele que ilumina a minha casa. E as ruas quase que pareceram cheias de pessoas salinas que vieram do seu passeio à beira-mar.
Hoje, quando cheguei a casa, quase me parecia que não tinha saído dela. E isto, esta sensação, só nos pode ser dada por aqueles que estão sempre connosco... dentro do nosso coração!
Os meus lugares preferidos sempre foram aqueles que estão mais ao pé de mim. Ou melhor, aqueles que eu sabia que lá, me podia sentir eu própria. O sol e o mar, o campo e a terra batida, tudo isto faz parte de mim. Eu, enquanto pessoa, poderia ser aquilo que sou em qualquer um destes sítios. Mas, quando somos obrigados a sair do nosso ninho, daquele que construímos, tudo se torna estranho e assustador. As nuvens parecem andar mais depressa, o sol parece queimar demasiado e a chuva molha ainda mais. Isto só me parece a mim pois não pertenço àquele sítio. É isto que sinto quase todos os dias quando saio de casa. E é o oposto desta sensação que tenho quando, finalmente, chegam as 14 horas de cada dia.
Hoje fui almoçar a Lisboa com uma das minhas melhores amigas. E foi a primeira vez que isto aconteceu. Foi a primeira vez que fui para o estranho, o assustador com alguém que me é muito querido e aconchegante. Então, aí percebi algo que há muito tempo sabia mas que ainda não tinha interiorizado: são as pessoas que fazem os locais. O sol que me parecia aquecer demais quase que se aproximou daquele que ilumina a minha casa. E as ruas quase que pareceram cheias de pessoas salinas que vieram do seu passeio à beira-mar.
Hoje, quando cheguei a casa, quase me parecia que não tinha saído dela. E isto, esta sensação, só nos pode ser dada por aqueles que estão sempre connosco... dentro do nosso coração!
Aniversário da Marta!
17-03-2014. O aniversário da Marta. Ontem já adormeci muito mais tarde do que o costume e hoje, mesmo assim, acordei cedíssimo. Uma das minhas melhores amigas faz anos. E 20! O entusiasmo quase parece o mesmo de quando sou eu a fazer anos.
Depois de uma manhã passada a estudar, lá segui para Lisboa para estar com a Martinha e almoçar com ela. E que bom! Andámos a passear mais um bocadinho pelo shopping e depois vim-me embora. Não sei se chegaram a ser 2horas que estivemos juntas, mas esse tempo valeu por mil. Noutras alturas, teríamos passado um dia inteiro juntas, a comemorar exaustivamente o que havia para fazer. Agora, pelo andar da vida, pelos compromissos do dia-a-dia, pela aproximação da vida adulta... é mais difícil fazê-lo. O que não torna nada impossível! Tornamo-nos presentes, fazemo-nos presentes e, para os que são nossos, para esses... temos sempre todo o tempo do mundo (mesmo que esse tempo seja definido por 2 minutos).
Depois de uma manhã passada a estudar, lá segui para Lisboa para estar com a Martinha e almoçar com ela. E que bom! Andámos a passear mais um bocadinho pelo shopping e depois vim-me embora. Não sei se chegaram a ser 2horas que estivemos juntas, mas esse tempo valeu por mil. Noutras alturas, teríamos passado um dia inteiro juntas, a comemorar exaustivamente o que havia para fazer. Agora, pelo andar da vida, pelos compromissos do dia-a-dia, pela aproximação da vida adulta... é mais difícil fazê-lo. O que não torna nada impossível! Tornamo-nos presentes, fazemo-nos presentes e, para os que são nossos, para esses... temos sempre todo o tempo do mundo (mesmo que esse tempo seja definido por 2 minutos).
Minha querida Martinha:
Parabéns princesinha! És uma mulher linda, cheia de confiança e ambições, que tenho a certeza que vais concretizar. Hoje, só tenho dois desejos para ti: que recordes este dia para sempre, com muito carinho e... que venham mais 20 anos, para podermos estar cá a celebrá-los.
Adoro-te, do fundo do coração!
(visto que as selfies estão na moda, nós também teríamos de ter uma!)
sábado, 15 de março de 2014
Um sonho de sapatos!
Nunca liguei muito a sapatos. Nunca foram o meu maior vício. Não tenho muitos e não sou daquelas pessoas que fica diante de uma loja a apreciar a beleza de um sapato. Aliás, não era. Os meus all stars bastavam-me e, mesmo hoje em dia, são os meus companheiros de caminhada. Agora sou mesmo uma dessas pessoas... Desde que me tornei uma mulher e que penso, realmente, em coisas de mulheres, gosto muito de apreciar tudo. Nomeadamente, os ditos sapatos.
Estes foram uns que vi e... apaixonei-me. É um preço exurbitante, não os vou comprar mas... São tãããão lindos e gostava tanto que fossem meus! :)
Estes foram uns que vi e... apaixonei-me. É um preço exurbitante, não os vou comprar mas... São tãããão lindos e gostava tanto que fossem meus! :)
sexta-feira, 14 de março de 2014
Crónica - Margarida Rebelo Pinto
Esta crónica não é minha. Mas sempre achei que, para escrevermos bem, temos de ler muito. E de qualidade, daquilo que gostamos. Ao início, quando a li, não tive nenhum especial interesse. Agora, vejo-a com um carinho muito mais especial. Aqui está:
"Acredita sempre que algo de maravilhoso está para a acontecer, é o que repito vezes sem conta à minha amiga Paula, que ainda não encontrou a Pessoa Certa da vida dela. Não anda à procura, porque como todas as pessoas sábias, vive bem consigo mesma. Mas eu ficava mais descansada se ela encontrasse porque queremos sempre o melhor para os nossos amigos. A Paula já encontrou o Homem da Vida Dela, mas vive noutro país e já foi há muitos anos, numa outra vida, por isso já prescreveu. O lugar está vago, a Paula é excepcionalmente bonita, excepcionamente inteligente e excepcionalmente generosa, o que lhe facilita a vida todos os dias com o mundo e lhe complica a relação com os homens.
A Paula pertence aquele tipo de mulher que têm um toque de fada, um toque de anjo, sem nunca perder o seu lado sexy e voluptuoso de mulher. Além da beleza física, tem uma profundidade de sentimentos e uma enorme sensibilidade. E nunca a ouvi dizer mal de ninguém, coisa rara numa mulher. Há bastante tempo que está solteira, porque há poucos homens que tenham mãos para agarrar uma mulher deste calibre. Muitos assobiam-lhe quando a vêm passar, porque a Paula pedala pela cidade inteira num bicicleta antiga que lhe fica a matar. Parece saída de um filme francês dos anos 50. Os seus cabelos cor de avelã ondulam ao vento e enquanto pedala, está sempre a sorrir. A Paula é aquilo a que os homens vulgarmente designam por uma brasa, um avião, um assombro. Porque é que uma mulher tão bonita e com tantas qualidades está sozinha?
Eu gosto de pensar que ela ainda não encontrou a Pessoa Certa porque no caso dela, não pode mesmo ser um homem qualquer. A Paula precisa e merece um homem à sua altura, que seja generoso, querido, inteligente e seguro como ela. A Paula precisa e merece alguém especial. E da mesma maneira que há mulheres especiais, também há homens fora de série. É preciso muita calma, paciência, perseverança, lucidez e olho vivo para os encontrar. Citando um grande amigo meu que é feliz há quase 20 anos com o seu parceiro de vida, Nós, os extraordinários, somos pouco, mas andamos por aí.
Acredito que é o acaso que nos põe à frente uma série de palermas para nos mostrar aquilo que não queremos. E nós, mulheres a sério, não queremos homens dúbios, fracos, mentirosos, jogadores, viciados na sedução e com problemas de intimidade. Queremos homens fortes, sérios, íntegros, seguros, que gostem de construir relações sérias e sólidas. Queremos homens em que possamos confiar, porque somos confiáveis, porque todos os dias damos o nosso melhor como mães, como amigas e como mulheres. Sem confiança não pode haver amor verdadeiro, nem alegria numa relação, nem vontade de investir o nosso tempo e o nosso coração. Por isso precisamos tanto dos amigos quando o coração leva um encontrão. Os amigos não falham, são o porto seguro, até o dia em que a Pessoa Certa aparece e vai ficando, cada vez mais próxima, cada vez mais segura, cada vez mais perto daquilo que sempre sonhámos.
Por isso querida Paula, escreve numa folha tudo o que queres de um homem. Escolhe o que for fundamental para ti, aquilo que tu sabes que te vai fazer feliz e acredita que ele vai aparecer. Se isso for bom para ti e o melhor para o mundo, vai mesmo acontecer. Acreditar é meio caminho andado para que as coisas aconteçam. E ele anda por aí, tenho a certeza. Afinal, és um sonho de mulher; basta ele perceber, quando te vê a pedalar pela cidade de bicicleta, que és mesmo real e não uma visão de um ser metade anjo metade fada. Eles andam por aí e querem ser tão felizes como nós. É apenas uma questão de tempo e de sorte. E a sorte também se constrói, chamando por ela todos os dias. Boa sorte querida, e nunca deixes de pedalar pela cidade com os cabelos ao vento e esse sorriso na cara que iluminam as fachadas dos prédios e faz com que os teus amigos se sintam felizes cada vez que chegas."
"Acredita sempre que algo de maravilhoso está para a acontecer, é o que repito vezes sem conta à minha amiga Paula, que ainda não encontrou a Pessoa Certa da vida dela. Não anda à procura, porque como todas as pessoas sábias, vive bem consigo mesma. Mas eu ficava mais descansada se ela encontrasse porque queremos sempre o melhor para os nossos amigos. A Paula já encontrou o Homem da Vida Dela, mas vive noutro país e já foi há muitos anos, numa outra vida, por isso já prescreveu. O lugar está vago, a Paula é excepcionalmente bonita, excepcionamente inteligente e excepcionalmente generosa, o que lhe facilita a vida todos os dias com o mundo e lhe complica a relação com os homens.
A Paula pertence aquele tipo de mulher que têm um toque de fada, um toque de anjo, sem nunca perder o seu lado sexy e voluptuoso de mulher. Além da beleza física, tem uma profundidade de sentimentos e uma enorme sensibilidade. E nunca a ouvi dizer mal de ninguém, coisa rara numa mulher. Há bastante tempo que está solteira, porque há poucos homens que tenham mãos para agarrar uma mulher deste calibre. Muitos assobiam-lhe quando a vêm passar, porque a Paula pedala pela cidade inteira num bicicleta antiga que lhe fica a matar. Parece saída de um filme francês dos anos 50. Os seus cabelos cor de avelã ondulam ao vento e enquanto pedala, está sempre a sorrir. A Paula é aquilo a que os homens vulgarmente designam por uma brasa, um avião, um assombro. Porque é que uma mulher tão bonita e com tantas qualidades está sozinha?
Eu gosto de pensar que ela ainda não encontrou a Pessoa Certa porque no caso dela, não pode mesmo ser um homem qualquer. A Paula precisa e merece um homem à sua altura, que seja generoso, querido, inteligente e seguro como ela. A Paula precisa e merece alguém especial. E da mesma maneira que há mulheres especiais, também há homens fora de série. É preciso muita calma, paciência, perseverança, lucidez e olho vivo para os encontrar. Citando um grande amigo meu que é feliz há quase 20 anos com o seu parceiro de vida, Nós, os extraordinários, somos pouco, mas andamos por aí.
Acredito que é o acaso que nos põe à frente uma série de palermas para nos mostrar aquilo que não queremos. E nós, mulheres a sério, não queremos homens dúbios, fracos, mentirosos, jogadores, viciados na sedução e com problemas de intimidade. Queremos homens fortes, sérios, íntegros, seguros, que gostem de construir relações sérias e sólidas. Queremos homens em que possamos confiar, porque somos confiáveis, porque todos os dias damos o nosso melhor como mães, como amigas e como mulheres. Sem confiança não pode haver amor verdadeiro, nem alegria numa relação, nem vontade de investir o nosso tempo e o nosso coração. Por isso precisamos tanto dos amigos quando o coração leva um encontrão. Os amigos não falham, são o porto seguro, até o dia em que a Pessoa Certa aparece e vai ficando, cada vez mais próxima, cada vez mais segura, cada vez mais perto daquilo que sempre sonhámos.
Por isso querida Paula, escreve numa folha tudo o que queres de um homem. Escolhe o que for fundamental para ti, aquilo que tu sabes que te vai fazer feliz e acredita que ele vai aparecer. Se isso for bom para ti e o melhor para o mundo, vai mesmo acontecer. Acreditar é meio caminho andado para que as coisas aconteçam. E ele anda por aí, tenho a certeza. Afinal, és um sonho de mulher; basta ele perceber, quando te vê a pedalar pela cidade de bicicleta, que és mesmo real e não uma visão de um ser metade anjo metade fada. Eles andam por aí e querem ser tão felizes como nós. É apenas uma questão de tempo e de sorte. E a sorte também se constrói, chamando por ela todos os dias. Boa sorte querida, e nunca deixes de pedalar pela cidade com os cabelos ao vento e esse sorriso na cara que iluminam as fachadas dos prédios e faz com que os teus amigos se sintam felizes cada vez que chegas."
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