O meu cão.
Toda a gente me pergunta qual a razão para lhe ter dado este nome. Só eu sei o quão especial é.
O João, queria um cão. Tanto andou, tanto pediu, que lá lhe fizemos a vontade. E veio.
A verdade é que hoje em dia quem toma conta dele e está sempre com ele sou eu.
Adoro-o. Do fundo do coração.
A minha mãe costuma-me dizer que pareço a mãe dele.
Fui eu que fiquei com ele no primeiro dia, em que chegou, aconchegadinho no meu colo.
Sou eu que o leva a passear com todo o entusiasmo e corro até mais não com ele. (Ou melhor, ele é que me leva a passear a mim...).
Na noite de Natal, quando chovia torrencialmente, fui eu que fui lá fora com ele.
Sou eu que o habituo mal e, quando faz alguma coisa que não devia, é atrás de mim que se vem esconder.
Raramente deixa dar festinhas, mas quando o ponho de castigo não pára de me dar beijinhos.
E, apesar do grande porte, tem medo de tudo! (do barulho de motores de carros; de panos a abanar, de chapéus de chuva... entre mais 30 000 coisas).
A questão é que, quando alguém decide ter um "Ruca", tem de estar de alma e coração para ele. Para lhe dar amor e carinho. Para o compreender. Para ter as condições necessárias.
Os maus tratos aos animais são atitudes que não consigo compreender e que não me são, de todo, aceitáveis.
Toda a gente me diz que ele vai crescer imenso e ser enorme. Não me importo nada. Crescimento é sinal de vitalidade. De felicidade.
Ele dá-me muita. :)