sábado, 1 de fevereiro de 2014

Crónica de Ana Rita Clara - Adorei!

Ontem ia no metro e estava lá o jornal do dia anterior. Por curiosidade e por não ter mais nada que fazer (visto que já estava a chegar ao meu destino e não conseguia estudar), li esta crónica e adorei-a. Não pude deixar de partilhar :))

"Preparado para pescar a sua vida?

A palavra felicidade remete-nos para um imaginário de beleza, preenchimento humano e virtudes. "Traduz-se num estado de espírito de bem-estar, de durável satisfação, em que nos sentimos plenamente felizes e realizados". E é aqui que encontramos o grande dilema. "De durável satisfação...". Apenas um curto espaço de tempo. Sempre curto demais para tantos novos desejos e ambições que, de repente, o corpo e a mente reclamam. Esta vontade de mais, aliada à momentânea "felicidade", leva-nos até onde hoje nos encontramos. A uma profunda tristeza e desconsideração por aquilo que realmente nos torna mais felizes. Aquilo que nos difere dos animais é a chamada consciência. E é essa mesma consciência que dispara o interruptor quando necessitamos de algum fôlego na nossa vida. Da mesma forma que nos apresenta o sinal vermelho, caso estejamos a passar dos nossos próprios limites. O alerta está sempre presente. Como uma luz intermitente que não pára de nos colocar em causa e pretende levar a sua avante. Mas é essa real diferença humana, em relação a outras espécies, que nos permite fazer as "escolhas". Todos nós podemos ser felizes. Apenas devemos "escolher" isso mesmo. O ser humano parece até conviver na perfeição com a infelicidade, como se, inclusive, já se tivesse moldado a ela. Habituado a esse estado que perpetua o cinzentismo e que arranca o negativo que existe em nós. É tempo de encarar a sua vida. Que apenas vive das suas escolhas. Seja responsável pelo seu caminho e não fuja nunca daquilo que realmente é. "O velho Ted estava há horas a pescar na margem do rio sem apanhar nada. Com o calor e as cervejas que entretanto tinha bebido, adormeceu. Por isso, não estava acordado quando um grande peixe mordeu o isco, puxou a linha e o acordou. Ele acabou por se desequilibrar e cair no rio". Seja você a apanhar o "peixe" que é a sua vida. E esteja sempre à espera daquilo que merece e para o qual sempre se preparou. Esteja alerta, consciente das suas emoções, motivações e destino. Está a ver como é tão simples ser FELIZ? Comece ainda hoje."

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A história da fotografia.

Todas as fotografias têm uma história.
Esta também o tem e representa, totalmente, aquilo que gosto mais em mim.

Foi no dia de anos de uma amiga muito amiga, a Alexandra. Já há dois anos. Estávamos no jantar dos seus anos, a celebrar os seus 18. A maioridade. Naquela altura, achávamos que isso ia mudar muita coisa. Que íamos ser adultas com mil e uma ocupações. De facto, isso aconteceu, com uma única diferença: o nosso interior permaneceu o mesmo. E aquelas pessoas que eram como a nossa casa... continuam a suportá-la.
Tinha lá muita gente de quem gostava. Tinha alguns dos meus, e isso é tão importante.

Estava a sorrir. Com toda a vontade. Acho que se nota. Era Verão, estava calor. Quem me conhece bem sabe que não gosto de chuva. Nada mesmo. Deixa-me triste e deprimida. Sou adepta dos calções, dos vestidos, do branco, das cores do Sol. Portanto, esta fotografia realça o que de melhor tenho em mim e o que mais gosto. A Marta, também uma amiga muito amiga, disse-me há uns dias:
Tu podias dar aulas de aeróbica. Tens imensa energia e não páras quieta. (Isto porque estava a dançar o Just Dance e fazia muito mais movimentos, mesmo descoordenados, do que aquilo que era pedido).

Nos dias mais cinzentos, naqueles em que nem me apetece levantar, procuro sempre esta fotografia. É exatamente isto que eu sou. Faço-me por lembrar disso e ponho-me a pé.

Mais um dia. Venha ele.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"Doce Larica".

Sou uma daquelas pessoas que precisa de doces. É mesmo uma necessidade. Por muita alimentação saudável que tente fazer (e faço) e por muito exercício que inclua na minha vida (e ultimamente tem tido muito mais), não consigo passar sem doces. Nem que seja um pequenino, mas tem de ser!

Qual é a minha surpresa quando, hoje de manhã, depois de acordar de madrugada, vejo na faculdade onde estudo um panfleto que tem copinhos de doces, com um aspeto delicioso! Não conhecia a rua onde a loja se situava, mas prometi para mim mesma: vou lá rapidamente.

Na hora de almoço, quando desci as escadas, afinal uma "amostra" da loja Doce Larica estava na faculdade! Fiquei completamente encantada. A verdade é que os doces são mesmo deliciosos e são uma ternura. Comprei dois com uma amiga e trouxe mais quatro para casa. São pequeninos e na dose certa, para me alegrar o dia!

A sua descrição no facebook é:

Era uma vez...Uma cozinha e dela só saía alegria e amor. Um certo dia, os sentimentos se transformaram em delícias e espalharam a alegria para todos!
https://www.facebook.com/docelarica/info


Acho que esta descrição tem tudo haver comigo!
É de aproveitar. A doçura que isto pode trazer a um dia. Vale tanto a pena!









domingo, 26 de janeiro de 2014

"Gosto de ti!"

A frase que diria para descrever este livro é, exatamente, a que está na sua contracapa: 

Doce, divertida e verdadeira.
Uma história de Amor que te vai tocar o coração.

Adorei-o. Absolutamente. Não me identifiquei totalmente com tudo (aliás, acho que até com muito pouco), mas aquilo que mais me cativou foi, sem dúvida, a forma simples como as coisas são escritas. Como os pensamentos surgem, tal e qual. 
Naquele contexto, não era uma rapariga, personagem de um livro, a pensar e a falar, mas poderia ser qualquer uma de nós. Foi isso que me transportou um bocadinho para esse mundo paralelo. 

Acho que posso dizer: foi o livro certo, com os pensamentos certos, no momento certo.

P.S: Pela primeira vez, fiz aquilo que uma pessoa, que entrou na minha vida há muito tempo (mas só agora a descobri) costuma fazer: sublinhar as frases que mais gosta. :))


"E, sem dúvida, não é preciso sabermos tudo, definirmos claramente as relações e as pessoas. Embora seja verdade que antes essa definição existia e era clara, inequívoca."

"Dizem que aquilo que desejamos demasiado nunca chega e que quanto mais te preparas para alguma coisa mais ela se afasta de ti. Esta teoria também se aplica no sentido inverso: se pedes com todo o coração que algo não aconteça, podes ter a certeza de que não tardará a acontecer. E de nada vale armarmo-nos em espertos e fingirmos que queremos alguma coisa que, na realidade, pretendemos evitar a todo o custo. O melhor que se pode fazer é não pensarmos. É uma pena que não o consiga fazer."

"Acreditas no destino?
Volta a tentar."

"O que quero dizer é que acredito que as coisas têm um sentido em si mesmas, enquanto nós só vemos o sentido que lhes queremos dar."

"Sinto-me tonta e desajeitada."

"De vez em quando ouço uma frase ou uma canção, por acaso, ou leio um livro, e é como se me estivessem a tentar dizer alguma coisa."

"Escuto-a intrigada, fascinada pelas suas palavras. O que mais me deixa perplexa é a segurança com que se explica. Eu sou incapaz de dizer mais do que duas ou três frases seguidas. Tenho sempre medo de aborrecer."

"No entanto, por vezes, certas combinações de factos parecem indicar-te o que fazer."

"O que sei é que, neste momento, pensar no meu presente e no meu futuro não me atormenta."

"Não te afastes das pessoas autênticas, olha que não há muitas."

"Obviamente, as máscaras não se destroem assim tão facilmente."

"Isso é talvez o que eu temo. Todas as minhas obsessões podem desaparecer, arrastadas por esta felicidade repentina e, embora saiba que deveria estar grata, ao mesmo tempo sinto falta do meu mundo de inseguranças e de solidão."

"Era a pessoa certa no momento errado. Conhecemo-nos demasiado cedo. Se nos tivéssemos conhecido agora as coisas teriam sido diferentes. Eu estava apaixonada e ele também. Mas as coisas mudam, já se sabe, e quando acabas não queres pensar que estavas realmente apaixonada, porque isso significaria que terias perdido a pessoa que amavas."

"Porque te acostumaste a pensar que está tudo bem quando estás feliz, quando sorris, quando te estás a divertir e que tudo o resto é um desvio; se choras é um desvio, se estás triste, se amas e não és correspondida... Mas não pode ser assim..."

"É como se fizesses reset e começasses do início. Sinto-me um pouco assim esta manhã; tenho a sensação de que dormi uma semana inteira e estou pronta para recomeçar do início; sinto-me com energia para enfrentar este dia. Se calhar o sono não é valorizado como devia; se calhar, às vezes, bastava dormir profundamente muitas horas seguidas."

"É normal discutir e dizer-se tudo e mais alguma coisa, mas depois podes reconciliar-te. A vida funciona assim, segundo parece."

"Quando olho para trás, nunca sei reconstruir o que realmente aconteceu, descobrir as causas ou as razões que me levaram a comportar-me de determinada maneira. Então, volto a fazer planos para o futuro e existem sempre aquelas duas vozes a borbulhar no meu cérebro: uma que me diz para deixar que as coisas aconteçam; a outra que lute. E, no final, não faço nem uma coisa nem outra, vou oscilando entre as duas."

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Meu.

Hoje apercebi-me de que não consigo ser a super mulher. O meu esforço, que trago há já uns quantos meses para conseguir tudo e não deixar nada para trás, é o mesmo que faço em tudo aquilo a que me entrego. E, na verdade, só o faço mesmo ao que gosto de coração.
Mas ser a super-mulher?
É-me impossível e foi errado pensar que conseguia. Não é, de todo, o meu objetivo, mas é o que necessitava para conseguir ultrapassar os últimos dois meses e o próximo mês, sem abdicar nada. Aquilo que percebi foi que, ao não abdicar de nada que me pertence mas que me exterioriza, estou a abdicar de mim. Do que eu sou. E do que eu preciso.

O facto de hoje ter percebido isto... não me pareceu um erro. Pareceu-me, sim, um sinal de crescimento, vida adulta e responsabilidade!


sábado, 18 de janeiro de 2014

Marlene.

10 de Dezembro. 19h. Foi sobre ti que me apeteceu escrever.

"No dia do meu aniversário, foi sobre ti que me apeteceu escrever. Desculpa não ter atendido os teus telefonemas às 00h, 00h01 e às 00h02. Sei que terias sido a primeira pessoa a dar-me os parabéns, tal como sei que terás contado mentalmente as horas e os minutos que faltavam até o meu grande dia chegar. É a tradição.
Este texto é diferente de todos (tal como os outros) porque a nossa ligação é diferente. Sinto-te e vejo-te todos os dias. É como se estivesses sempre ao pé de mim.
Lembro-me das primeiras férias em que passei o tempo todo contigo, quando fizeste 18 anos. Hoje sou eu que faço 19. Lembro-me do ano seguinte, em que também passei o tempo todo contigo, mas dentro de uma loja de móveis. E foi tão divertido! (Tirando a parte em que apareceu uma aranha gigante e quase destruí a loja).
Outro dado muito importante nosso: as cartas. Já as nossas mães escreviam e nós mantemos a tradição. Tenho-as todas guardadas (até aquela que é um simples lenço de papel escrito à pressa na estação dos correios). Às vezes leio-as.
Há ligações na nossa vida que são inexplicáveis. A nossa é uma delas.
São anos, anos e anos. Desde quando não gostava de ti e te batia com a escova do cabelo; desde quando ia com os meus pais de férias e queria dormir sempre contigo; desde quando desmanchávamos a cama toda antes de dormir porque era lá no fundo, bem no escuro, que estava a lua. Desde a altura em que passei a ser eu a ir sozinha de férias e vir sempre lavada em lágrimas (facto que ainda hoje acontece).
Desde sempre, e até agora.
Só agora? Não.
Até para sempre.
Gosto muito de ti prima-gémea! (nome que, mesmo sem explicação, te continuo a dar)."

Hoje, ao falar contigo sobre o vestido de princesa que quero vestir no teu casamento, lembrei-me que te tinha escrito isto. Já há algum tempo. Mas ainda não o tinha publicado.
Adoro-te.








Lisboa.

Lisboa trouxe-me a grandiosidade das coisas. Demorei algum tempo a aperceber-me disto, mas é a verdade. Essa grandiosidade não é necessariamente boa mas, também, não é necessariamente má. É o desenrolar normal.
Quando fiz esta escolha, não estava bem ciente do que ela me traria. Não me tinha dado conta das mais de 3h de transportes por dia, das madrugadas que passariam a ser as minhas tardes, do cansaço envolvido, das horas perdidas mas, principalmente, das muitas horas ganhas. Quando se começou tudo a acumular, quando, com tudo o que tenho para fazer e com tudo o que me é exigido (não apenas a nível profissional) finalmente entendi o que tinha escolhido, já estava apaixonada. Apaixonada pelos ossos, pelos músculos, pelo cuidar, pela profissão que queria.
São as nossas escolhas. E eu não me arrependo da minha. Muito pelo contrário. Se Lisboa me trouxe a grandiosidade de tudo, dos edifícios, das pessoas com quem contacto, da própria cidade, fez-me também compreender a importância que tem a minha casa. Que não é só uma casa, é um lar. A felicidade que é voltar todos os dias para a minha terra, onde sei que estão as minhas pessoas.
E que sei que estará sempre à minha espera.